A vencedora da Poule d'Essai des Pouliches Rouhiya com seu primeiro filho por Sea The Stars. Aga Khan Studs.
O debate
entre desempenho e pedigree.
Foi
realizado um estudo, cujos resultado foi publicado em outubro de 2023 na The
Bloodhorse. Essa pesquisa examinou o sucesso a longo prazo de dois grupos de reprodutoras:
aquelas com forte histórico de corridas, mas com linhagens maternas pouco
expressivas, e aquelas com linhagens maternas fortes, mas sem boas colocações
nas pistas. A ideia era isolar as duas variáveis e tabular a produção ao
longo do tempo.
Éguas com
forte histórico de corridas e pertencentes a famílias maternas não consideradas
como superiores superaram suas contrapartes em todas as categorias, incluindo
vencedores de provas comuns, de provas clássicas, de provas de grupo e ganhos
médios. Ou seja, os resultados favoreceram amplamente o desempenho em
detrimento da família.
Estudos subsequentes foram realizados por diversos analistas e pesquisadores acadêmicos. Todos esses estudos replicaram as descobertas de 2003 e deram preferência ao desempenho em relação à linhagem.
Mas, apesar
dessas evidências, os defensores da importância das famílias materna alegam que
as melhores éguas de corrida são preferencialmente enviadas para os melhores
garanhões e que esses estudos não estabilizam essa variável.
Assim, numa
tentativa de estabilizar a parte da equação referente aos garanhões, foi
pesquisado os catálogos dos Leilões de Setembro de Keeneland de 2008 a 2010 e foram
identificados pares de potros do mesmo garanhão, em que um potro era filho de
uma égua com forte histórico de corridas, mas com uma linhagem materna fraca, e
o outro era filho de uma égua sem colocações, mas com uma linhagem materna
forte. Depois de separar cada potro em seu respectivo grupo de estudo, encontrou-se
dois grupos com exatamente a mesma quantidade de poder paterno. Alegações de
que um grupo era filho de um garanhão com poder paterno superior seriam
neutralizadas neste cenário.
Para se
qualificar para o grupo de desempenho, os potros de um ano tinham que ser
filhos de éguas que tivessem conquistado prêmios de nível clássico ou mais de
US$ 150.000 e não podiam ter nenhum outro registro de nível clássico (além do
da mãe) em suas duas primeiras avós. Para se qualificar para o grupo de
linhagem feminina, os potros de um ano tinham que ser filhos de éguas que não
haviam se classificado e que possuíam registros de nível clássico em suas
primeira e segunda avós. Potros de éguas com dois ou mais filhos competindo não
foram utilizados, pois já haveria múltiplos indicadores da classe da égua como
reprodutora.
Considere o
cenário em que dois compradores voltam no tempo para o leilão de setembro de
Keeneland. Um comprador precisa adquirir potros de éguas com pedigree ou ganhos
superiores a US$ 150.000, mas nenhum outro pedigree pode existir nas duas
primeiras gerações maternas do potro. O outro comprador precisa adquirir potros
de éguas sem colocações, mas com pedigree tanto na primeira quanto na segunda
geração materna. E, para fins dessa análise, cada potro adquirido tem um
correspondente do mesmo pai no outro grupo.
Para
garantir que não houvesse uma grande discrepância na qualidade/conformação dos
indivíduos, emparelhamos apenas potros que estivessem dentro de um mesmo livro
do catálogo. Por exemplo, não queríamos pares de potros em que um fosse do
Livro 1 e o outro do Livro 5. No total, nosso estudo incluiu 172 potros (86 em
cada grupo de estudo). Ao avançarmos no tempo e tabularmos os registros de
corrida para cada grupo, obtivemos os seguintes resultados:
Os números
são claros, especialmente quando se analisa a produção de cavalos de nível
clássico, onde o grupo de linhagens femininas não conseguiu produzir um único
cavalo com potencial para vencer provas desse nível.
Um equívoco
comum é que não damos valor a uma linhagem materna forte. Presumimos que todos
concordamos que, idealmente, nossas éguas reprodutoras devem ter um histórico
de corridas sólido e uma linhagem materna forte. Mas, por razões econômicas,
isso não é possível para a maioria dos participantes do mercado.
Assim,
quando os fatores econômicos entram em jogo, temos que escolher de qual
variável podemos prescindir. O que defendemos por meio de nossa pesquisa é que
os investidores gastem menos recursos com a família feminina e mais com
credenciais de corrida.
Obs.: Tradução e adaptação de artigo encontrado na internet sem citação de autor ou autores. Qualquer reconhecimento ao autor/autores do artigo base serão creditados após sua identificação.


