quinta-feira, 26 de abril de 2018

High Chris


Foto: Sylvio Rondinelli.

High Chris, Fam. 5, castanho, RS, 2013, por Christine’s Outlaw e High Castle por Inexplicable, de criação do Haras Cruz de Pedra e propriedade do Stud Quintela, em seis partidas obteve cinco vitórias e uma descolocação , venceu na grama e areia sempre com inegáveis mostras de qualidade. Manteve-se invicto em suas 4 primeiras apresentações, em seu quinto cotejo, a Copa ABCPCC Clássica – Matias Machline, terminou na sétima colocação, a 4 ½ corpos do vencedor. Uma derrota surpreendente, acreditamos que High Chris deva ter sofrido algum contratempo físico importante nessa prova, que muito provavelmente tenha contribuído para antecipar sua saída das pistas e encaminhamento para reprodução.

Seu pai Christine’s Outlaw é um reprodutor de excelente resultado na criação nacional, como garanhão um típico “intermediário”. Aquela classe de reprodutor que serve como “liga” entre as características “brilliant” e as “clássicas”, um distribuidor de velocidade em todas as suas formas.




Christine's Outlaw atinge hoje o expressivo índice de 8,88% em ganhadores de provas Black Type, cabe ressaltar, que importante parcela de seus filhos foram direcionados para as canchas e não fizeram parte das estatísticas oficiais.

High Chris é neto materno de Inexplicable, um parelheiro que apresentou bom resultado nas pistas, sempre enfrentando a turma de primeira grandeza em sua época para a pista de grama. Foi apresentado em 19 oportunidades, 6 – 4 – 1, sempre na grama, onde o turfe dos EUA e Canadá  não oferece provas de maior relevância. Sua vitória no Canadian Handicap, G3, 1700 m, em recorde foi o seu principal feito; também venceu o New Hampshire Sweepstakes, G3, 1800 m e foi segundo colocado no Bernard Handicap, G2, 1800 m e no listed Henry S. Clark Stakes em 1609 m. Como reprodutor Inexplicable produziu bons ganhadores e colocados em provas de expressão, Inchatillon (GP Diana, G1 e GP Roberto e Nelson Seabra, G1), Jaburu Vip (GP Paraná, G1), Jeca (GP Paraná, G1), Hericoaquara (GP José Cerquinho Assumpção, G2), Fast Look (GP ABCPCC, G3), Ama-Tri (GP Pres. Antonio Correa Barbosa, G2 e GP Ricardo Lara Vidigal, G3) e mais Fiorentino, Orient Inexplicable, Galardão, Hot Box, Garrida, etc. Por razões diversas, entendemos que Inexplicable, não teve as justas oportunidades para demonstrar toda a sua capacidade na reprodução.



Inexplicable.

Sua mãe High Castle em 8 apresentações obteve uma vitória e uma colocação. Com 4 filhos em idade de corrida, High Chris é o seu melhor descendente. 
Du Chatillon, avó materna de High Chris, conseguiu 6 vitórias, segunda colocada nos GP Pres. Luiz Oliveira de Barros, G3, 1800 m e GP Pres. Roberto Alves de Almeida, G3, 1600 m, mais um 4.GP Cidade de Curitiba, L, 1900 m, é mãe de Adoration (Baynoun) que produziu Safe Port (Wild Event), GP Siphon, G2; 2. GP Siphon, G2 e 2. GP Duplex, G2 e de Deuteronomio (Baynoun), GP Antonio da Silva Prado, G2; GP Linneo de Paula Machado, G3; 2. GP ABCPCC - Copa Mathias Machline, G1, etc.
A terceira mãe de High Chris é a muito boa égua Bag of Tunes, vencedora do Kentucky Oaks, G2, segunda colocada nos importantes Coaching Club American Oaks, G1, Delaware Oaks, G1, Alabama Stakes, G1, Alcibiades Stakes, G2 e Gazelle Stakes, G2, dela descendem Prophecy (Warning), Cheveley Park Stakes, G1; Andaleeb (Lyphard), Lancashire Oaks, G2; Foreteller (Dansili), vencedor de diversos G1 na Austrália; Modern Look (Zamindar), Prix Miesque, G3 e Prix de Sandrigham, G2; Showcasing (Oasis Dream), Gimcrack Stakes, G2, etc. Essa linha materna remonta a Recess – Recce, importante veio da criação do turman norte-americano Cornelius Vanderbilt Whitney


Campanha 

3 anos

1. Prêmio Sabinus, 1400 m, AP, Gávea,




1. Prêmio Brac, G2, 1600 m, AM, Gávea,





1. Clássico Breno Caldas – Taça Criação e Turfe Gaúchos, L, 1600 m, AE, Gávea, 




4 anos

1. Grande Prêmio Presidente Vargas, G3, 1600 m, GM, Gávea,



7. Copa ABCPCC Clássica – Mathias Machline, G1, 1600 m, GL, Gávea,





1. Grande Prêmio Professor Nova Monteiro, G3, 2100 m, AL, Gávea.




Comentar sobre High Chris é falar de um tipo de corredor que pode ser considerado o paradigma do que um cavalo de corrida deve ser, indivíduo com classe, voluntarioso, veloz e duro. Sua vitória, correndo sempre no primeiro pelotão, nos 2100 metros da prova que homenageia, ao saudoso e de inesquecível memória professor Nova Monteiro, mais do que reafirmou a sua qualidade de possuir velocidade prolongada no tempo. 




High Chris retornando de sua vitória no GP Presidente Vargas, C. Lavor up.
Foto: Sylvio Rondinelli.


Outro aspecto importante a se notar, e que todo criador brasileiro não deve esquecer, é que hoje High Chris, junto com Universal Law, Tônemaí, Poker Face, Tokay e Daniel Boone, esse na Argentina, com mais o aporte futuro de Kris Five representam a oportunidade da continuação em muito boa classe no turfe mundial da quase extinta linhagem masculina de Icecapade. 

Acreditamos, que por sua estréia tardia e precoce afastamento das pistas, seja interessante ao criador que pense em utilizar High Chris ter uma especial atenção quanto a saúde locomotora das fêmeas a serem servidas e as linhagens das quais elas descendem.



Icecapade.

Assim como os australianos fizeram com Danehill a criação nacional deve pensar em investir na linhagem Icecapade, que se estabilizou no Brasil em excelente patamar de qualidade, e darmos, finalmente, início a fundação de um tronco masculino nativo. Ter Bal a Bali, um raríssimo Man O’War, hoje servindo na Calumet Farm, nos deixa mais do que evidente o caminho a ser seguido.